EMC World vLabs




Esse post não é para falar das novas tecnologias anunciadas no EMC World (para isso teremos outros posts – não esqueça de se cadastrar para acompanhar o blog por email ou RSS).

Esse post é para falar sobre os vLabs – laboratórios virtuais para os participantes do EMC World testarem na prática todas as tecnologias da EMC.

Esse ano foram mais de 3.000 vLabs!!!

Apesar de não mostrarem necessariamente tendências para o futuro das empresas, eles dão uma ideia dos principais temas de interesse dos participantes do EMC World. E pra mim não foi nenhuma surpresa os líderes da lista:
  • AFAs (All-Flash-Array) com XtremIO; 
  • SDDC (Software-Defined Data Center), com ViPR, NSX e ScaleIO;
  • VMAX & VNX - afinal, é um evento da EMC :)
  • Data Protection
  • HyperConverged Infrastructure com VSPEX Blue
  • Integração com VMware e Openstack





O vLabs ficam disponíveis durante TODO O ANO, 24x7 e SEM CUSTO. Se você é um parceiro EMC, acesse http://portal.demoemc.com / Se você é um cliente EMC fale com o seu representante.



Visões do Gartner Data Center Conference



No começo de abril, tivemos em São Paulo a Conferência Gartner Data Center, Infraestrutura e Operações de TI.

Esse texto é sobre as principais mensagens trazidas pelo Gartner:


1. TI BIMODAL, com modo 1 sendo a TI tradicional e o modo 2 sendo a TI voltada a inovação.
Em resumo:
  • Modo 1 é onde rodam os sistemas de registro e de manutenção das operações. Aqui ficam os bancos de dados, aplicações e web servers tradicionais, altamente dependentes de resiliência de infraestrutura.
  • Modo 2 é onde rodam seus sistemas de inovação e diferenciação da concorrência. Aqui ficam as aplicações desenvolvidas em PaaS, com microservices, containers, stateless run e com resiliência nativa da aplicação ou da plataforma.
  • Chama-se BIMODAL, por serem quase duas TIs totalmente distintas. Com distintos requisitos de governança, infraestrutura, modelo e arquitetura de aplicações.
  • Criar esse ambiente de inovação rápida é fundamental para a sobrevivência das empresas, mas pela razão escrita acima, boa parte das empresas vai falhar na sua tentativa de implementar a TI BIMODAL 
A imagem abaixo mostra uma ilustração rápida da diferença entre aplicações “Modo 1” e “Modo 2”. Rodar aplicações Modo 1 em plataforma Modo 2, em geral, leva a catástrofes de disponibilidade. Rodar aplicações Modo 2 em plataforma Modo 1, em geral, leva a desperdício de recursos e difícil elasticidade. Entender essa diferença é fundamental para poder planejar sua infraestrutura de forma correta.



O IDC cobre o mesmo tema, mas com uma nomenclatura diferente, referindo-se a SEGUNDA e TERCEIRA plataforma. Acho que vocês já viram esse gráfico aqui:



2) OSS (Open Source Software) vai crescer e se tornar uma parte importante e estratégica da TI corporativa (muito alinhado ao MODO 2). Os principais pontos
  • Por que? Evitar o VENDOR LOCKIN e REDUZIR CUSTOS 
  • OSS não é sinônimo de Software Grátis. Apesar destes terem distribuições sem custo, as empresas devem optar pelas distribuições pagas com suporte dos vendors 
  • Para os vendors de tecnologia isso vai trazer um desafio financeiro, forçando-os e evoluir como “Software Providers” 


3) Decisões de arquiteturas devem ser feitas baseadas em TCO, ao invés de considerar simplesmente o preço de aquisição. Por exemplo, quando falamos de um servidor básico, o SO é responsável por apenas 25% do custo total desse servidor. A maior fatia, 50% fica com custo de pessoal para administrar esse servidor. Com isso será que vale a pena optar por um OS com licença mais barata, mas que seja mais difícil (ou caro) encontrar mão-de-obra para administrá-lo? (não é uma pergunta retórica, já que a resposta pode variar para cada empresa. A pergunta é apenas para conscientizar da importância desse tipo de análise). O mesmo vale para todo o stack da TI, como aplicações, bancos de dados, e até mesmo cloud.





4) Cuidado com o “BYO - Faça você mesmo”. (ligado também a questão de TCO). Sempre existe uma “escala mínima” para compensar BYO. Isso vale para tudo, desde construir um datacenter até construir seus próprios servidores – mas a escala muda, dependendo do que se está analisando. Você não é o Google ou Facebook, então pare de tentar fazer igual a eles. (ok, eu admito que essa última parte é “interpretação extensiva” minha)



5) O futuro do datacenter passa por Software-Defined Data Center e Integrated Systems
  • SDDC vai permitir o surgimento de novas arquiteturas como a HYPERCONVERGENTE (já abordada em outro blog meu). 
  • SDDC vai permitir a redução da complexidade operacional do datacenter, reduzindo o TCO. 
  • Integrated Systems vai permitir a redução da complexidade de toda a cadeia de TI (arquitetura, aquisição, operação e suporte), aumentando SLAs e reduzindo o TCO. O Gartner também mostrou seu quadrante mágico:




6) O preço da nuvem pública vai continuar caindo, obrigando os fornecedores (e as equipes de TI) a serem mais criativas



7) IoT vai crescer, impulsionar ainda mais Big Data, e trazer novos desafios para a TI.



8) As empresas devem buscar reduzir custos de I&O (Infrastructure & Operations). (também para permitir aumentar investimentos na TI MODO 2).

























Discussão sobre Infraestrutura Convergente



Infraestrutura convergente - ou na sigla em inglês CI (Converged Infrastructure) – tem ganhado interesse do mercado, tanto de fornecedores de soluções quanto de gestores de TI. Uma prova disso é a estimativa do IDC do crescimento vertiginoso desse tipo de solução, formando um mercado de quase 18 bilhões de dólares até o final de 2016. Isso significa que uma parcela significativa da infraestrutura dos datacenters será convergente.








E como todo conceito/termo (relativamente) novo, CI ainda está em formação, evoluindo a cada dia. Além disso, sempre existirão discussões sobre como o produto X ou Y deve ser classificado... haja visto, por exemplo, que há mais de uma década se discute sobre definição de storages highend e midrange :) 

Aviso: a partir daqui é a minha interpretação do que tenho visto no mercado com relação a CI. 

Para começo é preciso saber que existem vários tipos de Infraestrutura Convergente. Da figura abaixo, os 3 tipos de esquerda (em contorno azul) são mais tradicionais/antigas, já mais consolidadas no mercado. As da direita, em cinza, são as mais inovadoras.



A variedade dos tipos de CI, reflete a complexidade das empresas e da TI moderna que precisa suportar diversos tipos de sistemas e aplicações. (sem falar da mudança que TI está sofrendo entre P2 e P3, mas isso é assunto para outro post)

Com isso cada tipo de CI tem seu uso mais indicado, com seus prós e contras.



Além de todos os aspectos mencionados, existem mais 2 pontos importante de serem comentados:

1) Arquiteturas “Hyper-Convergentes”: São arquiteturas que usam caixas (servidores) com camadas de softwares para fornecer os componentes de uma infraestrutura (processamento, armazenamento e rede). A descrição se assemelha ao “Common Modular Building Blocks”, porquê esse tipo de CI demanda uma arquitetura hyper-convergente, mas uma arquitetura hyper-convergente pode existir dentro de outros tipos de CI, como “Integrated Reference Architecture” e “Integrated Infrastructure”. Por isso o modelo hyper-convergente é um sub-tipo para arquitetura de TI. 

2) BYO (Build Your Own) ou Faça Você mesmo é quando a TI decide montar sua própria infraestrutura convergente. Nesse caso, o que o time da TI fez foi montar uma infra tradicional, não-convergente. 
Mas para complicar um pouco mais as coisas: uma empresa não pode montar uma arquitetura BYO hyper-convergente (usando por exemplo, vSphere, ScaleIO ou VSAN e NSX)? Claro que pode, mas não teria nenhum dos aspectos de simplicidade, suporte, etc que eu mencionei assim. Essa arquitetura teria os mesmos prós (total liberdade de escolha e flexibilidade) e contras (alta complexidade operacional) de uma implementação tradicional de infraestrutura. Por isso que eu disse que hyper-convergente é apenas um sub-tipo para arquiteturas de TI e não um modelo de CI. Talvez de arquiteturas “hyper-convergentes” fossem chamadas de arquiteturas “completely software-defined”, teríamos menos confusão de nomes.

Em resumo, CI vai mudar a forma de TI montar sua infraestrutura, é importante entender os modelos, os players (Gartner e IDC já tem estudos sobre o tema) e montar a sua estratégia!



VSPEX Blue


No ano passado eu escrevi aqui sobre o anúncio de arquitetura hyper-convengente da VMware, o EVO:RAIL.

Esse ano, durante do VMware Partner Exchange, a EMC anunciou o VSPEX BLUE. Appliance hyper-convergente baseado na tecnologia do EVO:RAIL. 

O principal valor do VSPEX Blue é a simplicidade! Compra, instalação, operação e suporte são simplificadas ao máximo! Por exemplo, toda a configuração feita através de wizards e em 15 minutos o appliance já está pronto para receber a primeira VM! Isso faz o EVO:RAIL (e por consequência o VSPEX BLUE ideal para pequenas/médias empresas ou para escritórios remotos)



Cada appliance da figura acima tem 2 Us, 4 servidores e discos que são utilizados para criar uma SAN Virtual, comportando aproximadamente 100 VMs (dependendo obviamente do tamanho da VM). Cada cluster pode crescer até 4 appliances (16 servers no total).

Os detalhes de hardware do appliance são muito similares entre todos os fornecedores que seguem a matriz do EVO:RAIL, por isso a EMC investiu em tecnologias de software para diferenciar o VSPEX Blue:

  • Integração ao EMC Secure Remote Services (ESRS). Mesmo sistema utilizado por toda a nossa linha de storage, que permite ao appliance reportar automaticamente falhas e permite ao suporte EMC tomar ações proativas de reparo dos equipamentos. Com base em pesquisa feita com clientes EMC que usam ou não o ESRS, identificou-se que o ESRS aumenta a disponibilidade média dos sistemas em 15%, além de permitir um tempo de resposta do suporte até 5x mais rápido

  • RecoverPoint for VM, totalmente integrado ao kernel no VMware, permite a replicação individualizada de VMs entre localidades distintas e recuperação simplificada das VMs. 

  • Integração com vSphere Data Protection Advanced (VDPA), baseado em tecnologia Avamar, permite backup das VMs e de algumas aplicações utilizando algoritmos de desduplicações extremamente eficientes, podendo utilizar como repositório dos dados um appliance Data Domain local ou remoto. 

  • CloudArray: é a solução da EMC que permite, através de uma camada de cache inteligente, o uso de storage em nuvem (Amazon, Google, Azure, entre outros), como storage tradicional CIFS, NFS ou iSCSI. 

  • VSPEX Blue Marketplace: mesmo conceito de uma Google Play ou Apple App Store. É uma aplicação que permite aos clientes comprarem soluções aderentes do VSPEX Blue, sendo estas da EMC ou de parceiros homologados. 

  • VSPEX Blue Manager: gerenciador que junta tudas as funcionalidades do VSPEX Blue em uma console simples e fácil. 

O resultado fial é esse :) -




Para mais informações, acesse http://www.emc.com/vspex e https://community.emc.com/community/partner/vspex/vspexplus



Se quier saber mais sobre Infraestrutura Convergente, esse post vai te ajudar!



Apresentação no VMware Forum 2014



Mais uma vez foi uma honra poder representar a EMC e fazer uma apresentação no VMware Forum desse ano. Foi também um desafio fazer essa apresentação para toda a plenária, logo na sequência do keynote no Chris Wolf (CTO da VMware).

Para aqueles que não conseguiram ir no VMware Forum desse ano:

A mensagem da VMware foi sobre transformação e flexibilização da TI (Liquid IT) e como o Software-Defined Datacenter pode ajudar a TI moderna a se adaptar e responder mais rapidamente as necessidades do negócio.

Por coincidência  - para aqueles que acreditam que isso existe :) - eu falei sobre como a 3a plataforma tem transformado o negócio das empresas (Software-Defined Enterprises), o desafio da TI em acompanhar a velocidade com que as áreas de negócio estão mudando e a oportunidade da TI ser um agente de inovação para a empresa.

Por fim, expliquei como as empresas podem usar a Nuvem Hibrida para vencer alguns desses desafios e como o EHC (EMC Hybrid Cloud) pode ser usado para evitar que as empresas caiam em armadilhas comuns em implementações de Cloud, como essas aqui.

Essa foi a apresentação que eu usei:


Infelizmente não posso compartilhar abertamente a demonstração feita pelo Marcelo Vieira, mas quem quiser ver algumas demos muito legais, basta acessar aqui.

Openstack e a Federação

Normalmente meus posts são focados em conceitos, novas arquiteturas e desenhos de soluções. Entretanto com o crescente interesse das empresas pelo Openstack, achei importante compartilhar com vocês o que a FEDERAÇÃO tem feito nessa área (Ainda não conhece a Federação? Veja mais aqui: http://www.emcfederation.com/). Tenho certeza que as informações aqui podem ser úteis para quem está avaliando ou implementando o Openstack.

Em um resumo rápido: O Openstack tem ganhado atenção do mercado pela grande capacidade de integração (APIs flexíveis); grande variedade de distribuições (não trava a empresa com um único fornecedor de solução) e por ter um custo, em geral, menor que outras soluções de Cloud – mas cuidado: software-livre NÃO é sinônimo de software grátis e o Openstack possui custos de licença que variam de acordo com a distribuição escolhida. 

O principal ponto fraco do Openstack é a complexidade de implementação e seu elevado custo de manutenção (equipes treinadas, maior overhead administrativo). Por isso, em implementações de Openstack as empresas têm que buscar soluções para diminuir o chamado “time-to-value”, reduzindo custos e complexidade para implementar e manter uma solução de Openstack:




E como a Federação pode ajudar?!

1. Criação de PaaS utilizado uma nuvem Openstack (ou outras nuvens privadas e públicas) com o Pivotal Cloud Foundry. 

Como o Openstack é focado em IaaS, o Pivotal CF consegue agregar de forma simples e flexível, funcionalidades de PaaS a sua nuvem: http://www.pivotal.io/platform-as-a-service/pivotal-cf



2. Distribuição Openstack pela VMware (ainda em roadmap, mais informações aqui: http://www.vmware.com/products/openstack

Mas como assim a VMware tem uma distribuição de Openstack? Competindo com seu stack de Cloud (vCloud Suite/vRealize)??? 

Uma das maiores preocupações dos clientes e que tem levado ao crescimento do Openstack é o famoso “vendor lock-in”, ou seja, o cliente fica amarrado a um determinado fornecedor. Por isso, ao lançar uma distribuição própria de Openstack, a VMware garante aos clientes uma solução Openstack totalmente integrada com o restante de seu portfólio com fácil implementação e suporte, porém tornando possível uma migração para outra distribuição Openstack se o cliente quiser. 



3. Fornecimento da camada de SDC e SDN (Software-Defined Compute e Network) para implementações de Openstack, através das APIs (GRÁTIS) do VMware vCenter e NSX. 




4. Fornecimento de integração entre o CINDER e todos os storages da EMC através de APIs - GRÁTIS em https://github.com/emc-openstack. Ou ainda criação de uma infraestrutura de SDS (Software-Defined Storage) utilizando storages novos ou já existentes, da EMC ou de terceiros por meio do ViPR Controller. Quer ver na prática como uma solução de SDS pode ajudar sua implementação de Openstack? Baixe e use o ViPR em ambientes não-produtivo sem nenhum custo: http://www.emc.com/getvipr



5. O ViPR pode ainda substituir o SWIFT com a vantagem de poder usar hardware commodity ou storages especializados e prover APIs de comunicação com outros tipos de object storage, como o S3. 



6. Criação de toda a infra, de ponta-a-ponta para ambientes de Openstack, por meio de arquiteturas de referência ou arquiteturas totalmente integradas como o EHC: https://community.emc.com/docs/DOC-28790




Por quê tantos projetos de Cloud falham?


O Gartner representa o ciclo de adoção de uma nova tecnologia utilizando o “Hype Cycle” da figura abaixo.

Se tivéssemos que colocar um ponto nesse gráfico para representar Cloud Computing, eu diria que estamos no “Vale das Desilusões”. A grande maioria das empresas que eu converso está presa em um projeto de Cloud Computing, que outrora prometia ser o Nirvana da TI (Pico de Expectativas Infladas) e que agora é um projeto demorado, custoso e de resultados duvidosos.


Mas nem tudo está perdido! Se seguirmos o gráfico, vamos chegar no Platô da Produtividade! Mas é claro que antes temos que passar pelo Aclive do Esclarecimento e para isso é essencial entender porque tantas empresas tem dificuldades em implementar Cloud Computing!

Para começar, muitas vezes o próprio objetivo não está claro. Projetos de Cloud devem existir com um objetivo claro e específico, em geral aumentar a agilidade da TI para o usuário final, o usuário das áreas de negócio, das áreas clientes da TI! Claro que outros objetivos secundários podem existir, como: redução de custos; garantir transparência financeira; aumentar a confiabilidade, entre outros. Mas todos devem estar claros e com métricas de sucesso bem estabelecidas.

Outros motivos também comumente encontrados incluem:

1. Foco apenas em uma das camadas, em geral na parte de servidores ou máquinas virtuais: Como Cloud tem uma ligação grande com virtualização, é comum que o time responsável por esta área acabe liderando o projeto de Cloud. Isso faz com que o projeto não tenha força para cobrir outras áreas, como storage ou rede e faz com que sua abrangência fique limitada!

Exemplo: empresas criam portal de Cloud que consegue fazer o deploy automatizado de uma VM, mas todos os demais processos, como criação de rede, regras de firewall, storage, monitoração, entre outros continuem sendo feito de forma manual.

Resultado: Para o cliente da TI, que precisa de toda a infraestrutura e não apenas de uma máquina virtual, o resultado do projeto de Cloud é de pouca ou nenhuma relevância, já que não diminui o tempo total de provisionamento, e nem aumenta a agilidade.



2. Achar que cloud é apenas como produto: Claro que uma boa solução técnica ajuda e muito, mas está longe de ser suficiente. Cloud é um conjunto de 3 Ps – Produto, Pessoas e Processos. Sem as pessoas com o conhecimento certo nas posições certas e sem um processo ajustado, o ganho com projetos de Cloud será sempre limitado.

Exemplo: Empresas com processos que incluem controle de endereços IPs via planilha, atualizações manual de DNS, ou longos processos de aprovação que exigem questionários sofisticados mesmo para mudanças mais simples.

Resultado: A empresa passa meses – talvez anos – tentando customizar produtos para aderir aos seus processos e no final descobre que, assim como no item anterior, o projeto não cumpre seu objetivo de aumentar a agilidade para o usuário.


3. Montagem errada do catálogo de serviço: Catálogo de serviço não é algo novo ou algo exclusivo de Cloud, mas esse é um item tão importante, que eu preciso subdividir em 2 categorias:

a. Empresas que ainda não tem um catálogo formal estabelecido. Trabalham sempre para atender a última demanda do usuário, e cada requisição é algo customizado. Imaginem um restaurante se cada cliente que entrasse pedisse um prato que ele inventou... parece um exemplo ridículo, mas muitas vezes a relação entre TI e usuários ocorre dessa forma! Como consequência, o time da cozinha fica sobrecarregado, e um prato que demoraria 15 minutos para sair, leva 8 horas... :)

b. Empresas que tem um catálogo, mas que não sabem a aderência dos itens desse catálogo a uma arquitetura de Cloud. Quão pedido é um item do catálogo e quão fácil é automatizá-lo são perguntas essenciais que precisam ser respondidas! Por exemplo, será que compensa gastar meses desenvolvendo um fluxo de automação para provisionar uma LPAR, sendo que TI recebe 1 ou 2 requisições desse tipo no ano? O gráfico abaixo dá uma sugestão de como as empresas deveriam decidir quais produtos do catálogo serão migradas para Cloud.


4. Complexidade da infraestrutura: Por diversos fatores as empresas chegam a uma infraestrutura de TI complexa, com diversos fornecedores e produtos diferentes. Esse modelo cobra o seu preço, quando precisamos inseri-lo dentro de uma arquitetura de cloud que precisa ser ágil e automatizada. Muitas vendors de cloud, colocam em suas apresentações slides maravilhosos, aonde a solução deles consegue se conectar a tudo e automatizar tudo. Mas enquanto não inventam uma ferramenta que transforme PPT em realidade as empresas que adquirem essas ferramentas descobrem que ainda precisam investir centenas ou milhares de horas de consultoria e de funcionários para poder criar os fluxos que irão conseguir automatizar a sua infraestrutura complexa... e muitas vezes o resultado é frustrante.
Aqui é onde cloud se conecta com outro termo que tem ganhando muita força: SDDC (Software-Defined Data Center), que através da abstração do plano de controle promete habilitar uma gestão mais simples de todos os principais componentes do data center (servidores, rede e armazenamento), mas isso é assunto para outro dia.